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Governador exonera policial militar suspeito da morte de criança em Teresina

Por Carlos Rocha, G1 PI

O soldado Aldo Dornel entrou na corporação através de decisão judicial posteriormente revogada. Policial militar foi reprovado no exame psicológico.

Câmeras mostram abordagem que terminou em morte de Emile Caetano

Câmeras mostram abordagem que terminou em morte de Emile Caetano

O governador Wellington Dias (PT) assinou um decreto nesta quinta-feira (11) exonerando o soldado Aldo Dornel e mais três policiais militares que estavam na corporação através de liminares. O soldado Aldo Dornel participou da abordagem no dia 25 de Dezembro, na Zona Leste de Teresina, que terminou na morte da menina Emilly Caetano da Costa, de 9 anos.

De acordo com o secretário de governo, Merlong Solano, ao todo 4 policiais foram exonerados da corporação da partir do decreto do governador. “Hoje tornamos sem efeito a nomeação de quatro policiais militares que foram nomeados por força de decisão judicial. A orientação do governador é que a PGE recorra desses casos”, disse Merlong Solano acrescentando que a medida que novas decisões forem tomadas serão cumpridas.

Solano afirmou ainda que cada caso de policiais militares que hoje estão na corporação sob decisão judicial será avaliado. “Trata-se de um decreto que torna sem efeito nomeações que foram feitas no âmbito da Polícia Militar, sob júdice. É uma questão que acompanhamos com cuidado e em entendimento diverso do nosso certos juízes mandaram matricular profissionais não devidamente aprovados no concurso público, exemplo é gente que não passou no psicotécnico”, afirmou o secretário de governo.

Outros policiais, além do soldado Aldo Dornel, o governo estima que mais de 30 policiais tenham ingressado na corporação com reprovações nas etapas do concurso. Entre os soldados que não passaram no exame psicológico está o capitão da Polícia Militar do Piauí preso pelo assassinato da namorada, a estudante Camila Abreu.

“A justiça é um espaço legítimo de recurso da sociedade e do poder público. Alguém foi nomeado por força de uma decisão judicial, o estado recorreu e na hora que sai uma decisão favorável ao estado o estado cumpre tornando a nomeação sem efeito”, disse Merlong Solano.

Carro da família foi atingido cinco vezes por militares (Foto: Reprodução / TV Clube)

 Morte com dois tiros

A menina Emilly Caeteano da Costa foi atingida por dois tiros no dia 25 de Dezembro, na Zona Leste de Teresina. A criança hegou a ser socorrida e encaminhada para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu e veio a óbito. A mãe de Emilly, Daiane Caetano, foi atingida com um tiro no braço. O pai de Emilly, Evandro Costa perdeu a audição e está com uma bala alojada.

Os policiais militares que participaram da ocorrência, soldado Aldo Barbosa Dornel e cabo Francisco Venício Alves, foram autuados pela Corregedoria da Polícia Militar, e estão presos no Presídio Militar. Após um impasse na invetigação, já que no dia que o crime aconteceu a Polícia Militar baixou uma portaria informando que crimes praticados por militares deveria ser investigado pela polícia judiciária militar, a Polícia Civil ficou responsável pela investigação.

Entre os possíveis crimes imputados aos policiais estão homicídio e fraude processual.

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