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Brasil, 2017

Pensei, pensei, pensei, mas outro título não me surgiu, ante a “loucura” que está sendo esse controverso ano.

Vejo controvérsia em todos os campos, se olho pra política nacional, grupos antagônicos se digladiam, uns gritando de um lado e de outro, alguns defendem a bandeira do golpe, outros defendem a luta pela corrupção, mesmo praticando atos igualmente errados.

Se olho para a justiça, ela mesmo cega, as vezes fica distante dos anseios da população, o jargão “a polícia prende, mas a justiça solta”, nunca fora tão repetido, discordo, afinal, a dona justiça não tem culpa da péssima forma de legislar dos nossos legisladores, ela apenas cumpre sua função, que é aplicar a lei, se a legislação não agrada, dê a devida culpa a quem de direito, tenho uma certa crítica ao ativismo judicial, contudo esse não é o palco devido.

Se olho para a política local, vejo os governantes reclamando de crise, falta de caixa, de sufoco, mas não vejo esforço, vejo o executivo cada vez mais inchado, mais cargos, órgãos e afins, acredite, eles são acompanhados de uma boa quantidade de servidores, inflando cada vez a pesada folha de pagamento de pessoal.

Se olho pra criminalidade, ficou banal, a vida vale menos do que um celular (infelizmente é a verdade), ou poucos reais, ante a audácia dos criminosos, há quem diga que eles não tem culpa, são “vítimas da sociedade”, eu penso diferente, acho que, mesmo, em alguns casos, tendo uma história/contexto difícil difícil, a criminalidade não é solução e nem justificativa, cometeu crime, que cumpra sua pena, há quem diga que isso seja reflexo da impunidade que se observa em determinadas classes/categorias, talvez seja um fator a mais nessa guerra urbana.

Se olho na mídia, vejo uma revolução cultural, vejo jovens brincando e cantando no Rock in Rio, mas vejo jovens morrendo na Favela da Rocinha, que tempos difíceis, falarei no futuro.

Se olho para temas polêmicos, vejo decisão judicial causando polêmica, causando um verdadeiro bombardeio de informação sobre o tema, porém, quando vejo a decisão em si, percebe que a informação se assemelha mais a desinformação, ante o distanciamento entre o que fora decidido e o que fora divulgado.

Olho também pro lado ambiental, há uma tomada de decisão sobre o RENCA (Reserva Nacional de Cobre e Associados), vejo artistas, pensadores, especialistas, lutando pela revogação do decreto, porém percebo que muitos nem sequer sabem o que se passa lá, distante da realidade do garimpeiro, sem a devida procuração para tal, eu digo.

Ah, ia esquecendo, país em crise, dizem, não vejo ninguém fazendo economia, muito embora eu perceba que os preços sempre aumentam e as categorias continuam brigando por salários e mais salários, a despesa do Executivo, Legislativo e Judiciário não pára de crescer, fico na dúvida se realmente estamos em crise, penso.

Sinto saudade de voltar a ser um País próspero, com saúde, criminalidade baixa, pessoas estudando, emprego pujante, não devemos exigir menos do que isso.

Forte nas razões, concluo que esse ano esta sendo bem controverso.

Geofre Saraiva

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